A
Foz do Rio São Francisco foi encontrada pelos
navegadores europeus André Gonçalves
e Américo Vespúcio no dia 4 de outubro
de 1501. Cumprindo uma tradição cristã,
na época da descoberta do Brasil, o rio foi
batizado com o nome do santo do dia. O rio foi naturalmente
o caminho de acesso para ocupação dos
270 km entre a Foz e a Cachoeira, que recebeu o nome
do primeiro europeu que chegou até ela - Paulo
Afonso.
Por outros caminhos, o homem europeu chegou a outros
trechos do São Francisco: quase cinqüenta
anos após, em 29 de março de 1549,
chegou ao Brasil a comitiva do primeiro governador
geral - Tomé de Souza, e a partir desse ano
iniciou-se a penetração dos desbravadores
dos quais no Nordeste o mais importante foi Garcia
D'Ávila, fundador da Casa de mesmo nome, e
de cujo imóvel sede foram encontrados vestígios
quando do início da construção
do aproveitamento hidrelétrico de Sobradinho,
na década de 70.
Garcia D'Ávila deslocou-se do litoral baiano
até o Piauí, e entre esses dois pontos
extremos ele chegou ao médio São Francisco,
passando a praticar nas suas margens a pecuária
extensiva.
O gado trazido nas caravelas era instalado em currais
nos quais eram deixadas dez novilhas, um touro e
um casal de escravos. Foi assim que surgiram as primeiras
vilas nas margens do Rio São Francisco, e
daí também se originou a denominação
de Rio dos Currais, hoje substituída pelo
apelido carinhoso dos barranqueiros - O Velho Chico.
Neste início do Século XXI, os 640.000
km² da bacia do Rio São Francisco abrigam
504 municípios e uma população
de mais de treze milhões de brasileiros. Além
do Velho Chico integram a bacia oitenta afluentes
perenes e vinte e sete intermitentes.
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